sexta-feira, 14 de setembro de 2012



Reflexões Pedagógicas:      
 
“Quanto vale ou é por quilo?”
            Segundo o documentário assistido em sala de aula, ele nos retrata muito a miséria, os negros, as crianças abandonadas, os maus tratos, e a falta de solidariedade, humildade e o mais importante, o amor ao próximo.
            Baseado nas reflexões pedagógicas, de fato, a sua primeira imagem é ser humilde e buscar sempre a solidariedade, que transmite a verdadeira substância á relação pessoal com Deus e com o próximo, é o princípio não só das microrelações estabelecidas entre amigos, na família, no pequeno grupo, más também em relacionamento sociais, econômicos e políticos.
            Para um pedagogo, a sua imagem é o alicerce da reconstrução educacional, dentro das suas possibilidades degenera a criança a se tornar o papel importantíssimo na sociedade, diferenciando raças, preconceitos introduzindo ao âmbito escolar formal e digno.
            Retratando sobre os negros, que eram os mais sofridos naquela época e ainda padecem por trás de muitos preconceitos sociais e desvalores críticos e pessoais, relata uma vida desgraçada, desprezadade fato, só o trabalhoé exigido sem recompensa pelo seu esforço e cárater.
            Nós, como pedagogos, devemos desmembrar este foco de uma maneira diferente, desenvolver pluralidade cultural de um modo de absorção, trazendo conteúdos e conhecimentos para as crianças mostrar o fictício e o real.
            Como destaca a frase:” Quanto vale ou é por quilo?”.O ser humano não deve ser avaliado desse modo, mas tratá-lo com dignidade, valor, oportunidade, desenvoltura para ampliar objetivos diante de sonhos e conquistas.
            Hoje no Brasil, ainda existe muita discriminação, só que a sociedade não desmembra uma solidariedade coletiva, se expandiu, mas continua escassa.Fazer o bem ao próximo não machuca nem perde se tempo é um ato que muda o jeito de expressão, olhar, denominação, interpretação e conclusão do ser humano e tornar importante a vida de sí próprio e de outros que está em nosso alcance.
            Embora, exista o egoísmo e a mesquinharia, fato como estes fazem nos refletir o quanto é útil, podemos buscar expectativas e observar o que o outro pode nos proporcionar, ganhar, avaliar, assim induzindo o ser humano a novos métodos e experiência cotidiana
            Concluímos que, diante dessas reflexões podemos dialogar que hoje poderia ser o dia mais belo, equivocando os obstáculos, abandonando o egoísmo, absorvendo o perdão, encarescendo em qualquer ambiente o caminho certo, tendo a sensação da paz interior, resgatando o sorriso, otimismo e o dever cumprido, e diante de tudo isso a fé e o amor, que é belo, é uma ação e um cuidado pessoal e interpessoal.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012





Resenha do filme: Cafundó (direção Paulo Betti e Clovis Bueno. Elenco : Lazaro Ramos, PauloBetti, Francisco Cuocco, 2005)


De fato, o filme cafundó foi lançado em 2005, onde foram gravados na Cidade de Curitiba, Ponta Grossa, Lapa, Antonina, Morretes, Palmeira, Paranaguá, Guarapuava e São Paulo. Baseada na vida e obra literária de João de Camargo de Sorocaba, a produção tem como tema principal o sincretismo de religiões presentes na época do Brasil pós-escravidão no fim do século XIX.  Libertados, os dois vivem uma vida de miséria e trabalho duro para ganhar alguns míseros trocados. São enviados à guerra, mas não lutam por não haver necessidade.
Segundo o filme mostra que João passa a maior parte do tempo ao lado de seus amigos Cirino, Levinda e Teodoro, que realizam diversas trapaças, roubam a fim de manter sua sobrevivência. Eles trabalham posteriormente, sempre em serviços duros e que mal garantem a sobrevivência dos mesmos, representando bem a realidade vivida pelos negros libertados naquela época no Brasil.
Com o decorrer do filme, os dois se casam e passam a viver uma vida de trabalho duro e sacrificante num milharal distante da cidade. O clima de mistérios e sincretismo religioso presente na vida dos dois.  Vão à cidade tentar vender seus milhos, mas chegando encontram um cenário altamente corroído e assolado pela febre amarela, outra realidade daquela época. Neste momento Rosário é “amaldiçoada” por uma vidente, que se incomoda com o jeito da moça. João fica preocupado com sua mãe, pois ficam sabendo que a febre está presente o todos os lugares e decide ir vê-la, e manda Rosário pra casa. Chegando lá a encontra no final da vida, e ela parte deixando tristeza e desolação no rapaz, e ao chegar em casa encontra sua esposa com outro homem.

 


 Neste momento, o filme toma uma direção mais dramática e conflituosa do que no começo, indicando que haveria outro “propósito” para a vida de João, apesar de toda desolação, solidão e tristeza que ele passa a viver durante este momento. A vida de João passa turbulências espirituais onde passa por mudanças drásticas e cheias de mistérios sendo motivado por santos como senhor do Bom fim e pela igreja da água vermelha que passa a ser o seu recôndito espiritual.
            Conforme essa trajetória João, é considerado um feiticeiro, pois ele faz sacrifícios com sangue e cura pessoas sem explicação. Daí volta o fato da morte do menino Alfredinho onde deixa claros os acontecimento do filme.
No filme, João vai além do esperado pelas pessoas a sua volta, pois naquela época os pré-conceitos sobre a cor da pele influenciavam diretamente na escolha até mesmo das preces e dos santos.
Por fim, João de Camargo é considerado Santo, que faz milagres, cura, tem uma fé diferenciada capaz de solucionar muitos problemas. Como na vida real, o que se vê em Cafundó, além da grande mistura religiosa presente nas cenas e na vida de João, é que cada pessoa necessita ter uma fé ou crença, e por mais que seja repudiada por outras pessoas, ela expressa o verdadeiro direito de liberdade que cada um tem de acreditar e seguir aquilo que quiser.
            Concluímos que este filme trouxe uma transparência do espiritismo e do preconceito, fazendo uma sociedade escolher sua relegião e buscar em tudo aquilo que transmitir milagres de um modo humilde mais com grande valor foi isso que João quis transmitir neste filme relatando que a fé existe que só basta às pessoas acreditarem.